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Graça de Deus: Foi Deus quem me salvou de um terrível acidente de carro

A primavera é a melhor época para uma excursão. Em um final de semana desses, alguns amigos me convidaram para me unir à eles em uma viagem de carro ao lago. Estávamos em dois carros, um atrás do outro, dirigindo em uma estrada ao lado da margem do lago. Olhei pela janela e vi o extenso lago à nossa esquerda. Uma brisa suave o tocou e fez a superfície da água movimentar-se. A luz do sol caiu sobre ele e fez com que as ondas surgidas com a brisa brilhassem. Fiquei um pouco deslumbrado com esse brilho e me senti um pouco sonolento. Sabendo que faltava ainda algumas horas para chegarmos ao nosso destino, decidi fechar a minha janela e tirar uma soneca. O som das conversas e das risadas de meus amigos rapidamente se esvaíram e eu então dormi.

De repente, uma pancada forte com o som de algo quebrando e o ranger de metais me fizeram acordar assustado. Perdi o meu balanço e fui jogado de um lado para o outro dentro do carro. Minha cabeça bateu no teto e então tudo começou a girar. Com a visão turva, vi que meus amigos no assento do motorista e do passageiro em frente também estavam pulando de cima para baixo. Os gritos de pânico de meus amigos me encheram de terror. Só então me dei conta que estávamos tendo um acidente de carro.

Assustado, instintivamente tentei me segurar no apoio do braço da porta. Mas, como o carro estava sacudindo muito, não consegui controlar as minhas pernas e os meus braços, e então não fui capaz de me agarrar a nada que eu poderia possivelmente me segurar com. Nesse momento, um desespero começou a nascer em mim. Eu não teria conseguido gritar nem mesmo se quisesse, e a minha visão estava desfocada também. O único pensamento dentro da minha cabeça era: “Será que vou morrer?”. Depois de mais alguns segundos sendo sacudido, escutei uma pancada forte no chassis. O carro de repente parou e, por causa da inércia, fui projetado para frente e meu rosto bateu contra a parte de trás do assento do motorista, o que me deixou muito tonto. Depois disso, o silêncio preponderou em todo o carro.

Não sei quanto tempo se passou até que escutei o som de vozes. Meu amigo no assento do passageiro virou-se, gritou o meu nome, e me perguntou se eu estava ferido ou não. Naquele momento senti algo quente e salgado na minha boca. O que aconteceu foi que a minha boca estava sangrando. Mas tirando isso, eu tinha saído ileso. Só então consegui ver claramente a posição do carro: a frente estava levantada fazendo um ângulo de quarenta e cinco graus em relação ao chão, o corpo da máquina estava inclinado para a esquerda, e metade da janela do lado esquerdo estava dentro d’água. Medo começou a crescer em mim de novo e pensei: se não conseguirmos sair rápido desse carro, ele irá afundar completamente e iremos nos afogar. Pensando assim, gritei do fundo do meu coração: “Socorro! Senhor Jesus!Socorro!”

Agradeço ao Senhor por ele ter escutado as minhas preces. Depois que rezei, nosso carro parou de afundar e os nossos amigos do outro automóvel conseguiram chegar em tempo para nos ajudar. Eles e alguns civis que passavam por ali nos resgataram imediatamente. Quando saí de dentro do carro, virei-me para analizar a situação em que esse se encontrava. Fiquei alucinado com o que vi diante dos meus olhos: o carro havia aterrissado em uma porção de terra que estava quase no mesmo nível da estrada. Atrás e na frente desse monte de terra tinha muitas pedras; aquela era a única parte seca do lago, que por sua vez era apenas um pouco maior que o chassis do carro. A parte esquerda do nosso automóvel estava dentro d’água. Nesse momento, um amigo que estava antes no outro carro me disse: “Assistimos impotentes dentro do nosso carro enquanto o de vocês se desviou da estrada em direção ao lago e saltou no monte depois de ter sacudido-se naquelas grandes rochas por um tempo.”

Os residentes locais em torno a nós também estavam falando sobre o acidente. Eles dizeram que depois que a estrada havia sido construída, os restos de areia que não tinham utilidade se amontoaram ali com o tempo e, inesperadamente, foi exatamente ali que o nosso carro parou, bem em tempo de não cair dentro do lago para que não nos afogassemos. Olhando para aquela cena diante de meus olhos e escutando as conversas deles, entendi claramente dentro do meu coração que a razão porque eu não tinha morrido em um acidente de carro hoje foi porque o Senhor Jesus me salvou ao usar aquele monte de terra para parar o carro antes que esse caísse dentro do lago. Assim como diz na bíblia: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Salmos 23:4).

As chaves para a morte e para Hades estão nas mãos de Deus. Sem a Sua permissão, nossas vidas não serão afetadas por nenhum perigo, e as coisas sempre terminarão bem sob a Sua proteção. Lembro-me que quando eu estava sofrendo o acidente, não senti nada além de terror e impotência. Pensando nisso, suspirei: quando encontramos disastres naturais criados pelos homens e nossas vidas são ameaçadas, ninguém consegue salvar ninguém; apenas o Senhor tem o poder de fazer perigo virar segurança. Lembrei-me de uma vez quando eu era criança que caí de uma ladeira alta, e de outra vez em que quase me afoguei, mas que em ambas as vezes eu havia sido mantido a salvo pelo Senhor. Agradeci a Deus por sempre ter estado ao meu lado, me cuidando e me protegendo. Essa experiência fez com que eu visse a maravilhosa soberania e autoridade de Deus: Ele usou um monte de sujeira para me salvar do perigo, para que então eu pudesse escapar daquele acidente de carro.

Todas as vezes que me recordo desse experiência, meu coração se enche de gratidão à Jesus, o Salvador. Não importa onde eu vá e que dificuldades eu possa encontrar no futuro, irei encarar tudo com a confiança que adquiri hoje, pois presenciei pessoalmente o amor e a proteção do Senhor, e acredito firmemente que somente o Senhor é o meu Salvador.

Por Anxin, Canadá

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