Menu

Melhorar a comunicação entre pais e filhos não é mais difícil

Melhorar a comunicação entre pais e filhos não é mais difícil

Na sociedade de hoje, é difícil para os pais e as crianças se comunicarem, e esse problema tem sido um foco de atenção das pessoas. Após trocar algumas palavras entre si, eles não têm mais o que dizer, e continuarão o impasse a ponto de se verem como inimigos. Eles formam uma família, mas por que eles acabam discordando após trocar poucas palavras entre si? Esse problema confunde muita gente. Por Deus, o que bloqueia a comunicação entre pais e filhos? Onde está o problema?

Na verdade, eu tive um problema assim. Minha filha tem 18 anos. No passado, nunca tivemos uma boa conversa e, às vezes, depois de trocar algumas palavras, ficávamos bravas uma com a outra. Então, ela ficava em silêncio, não abria a boca ou olhava para mim e depois me ignorava. Eu pensei: a maioria dos estudantes atuais presta pouca atenção ao estudo. Eles brincam com seus celulares ou se apaixonam, ou se comparam uns com os outros pelo que comem ou vestem. Minha filha está na idade em que deveria absorver conhecimento e buscar o desenvolvimento. Se eu não tiver mais controle sobre ela, e ela for mal nos estudos e se desencaminhar, o que devo fazer? Portanto, sempre pensei em maneiras de controlá-la. Enquanto conseguisse achar um erro simples que ela cometesse, eu continuaria incomodando-a; quando eu sabia que ela não tirava boas notas na escola, sempre a repreendia porque queria que ela estudasse muito e entrasse em uma boa faculdade no futuro. Às vezes, quando ele não me ouvia, eu dizia com um tom de ordem e ensinamento: “Eu sou sua mãe. Você deve me ouvir!” Eu pensei: não há nada de errado em meu comportamento e os pais são assim. E o que eu não faria para o bem e o sucesso dela no futuro? No entanto, conforme ficava mais velha, não só ela não me ouvia, como também não me levava a sério. Quando eu falava, ela bufava ou grunhia, ou não pronunciava nenhuma palavra, ou então olhava para mim e depois saía apressada.

Mais tarde, pensei que, como minha filha estava na fase rebelde de sua juventude, eu deveria mostrar mais compreensão materna. Ela era uma menina jovem, afinal de contas, então eu deveria ter paciência e me rebaixar ao nível dela. No entanto, depois de um tempo, descobri que ela ia direto para a casa de nossos vizinhos depois da escola. Ela falava e ria, se dava bem com eles e, além disso, conversavam sem parar. Isso realmente me incomodou. Pensei: você fala e ri com a sua vizinha, como se ela fosse sua mãe. O que ela fez por você? Eu me esforcei tanto para te criar, mas você não me ouve e até me trata como um inimigo. Pobre de mim! Criar você foi em vão. Enquanto pensava nisso, minha vizinha me disse de propósito: “Veja, sua filha se dá muito bem comigo. Você podia dar ela para mim.” Quanto mais ela dizia isso, mais irritada eu ficava. Por que minha própria filha tinha muito a dizer aos outros, mas não escutava sua própria mãe? É como se ela me tratasse como sua inimiga. Isso realmente me machucou e eu estava sempre angustiada. Certa vez, fui à reunião de pais e professores e perguntei a outros pais sobre esse problema. Muitos deles eram como eu – achavam muito difícil se comunicar com as crianças, como se elas não compartilhassem uma linguagem comum, e que o que elas faziam e diziam, e também seus pontos de vista, eram todos diferentes, como se houvesse uma barreira entre eles. Talvez esse fosse e “o conflito de gerações” do qual as pessoas costumavam falar.

Resolver esse conflito de geração entre minha filha e eu foi uma aflição para mim. Recentemente, encontrei a resposta nas palavras de Deus: “Na verdade, em muitas coisas, os pais se recusam a ceder seu status de pais. Eles sempre se veem como os mais velhos e pensam que, em todos os momentos, os filhos devem ouvir os pais, e que esse fato nunca mudará. Isso leva a uma resistência constante da parte de seus filhos. Tais pontos de vista deixam ambos os lados miseráveis, deploráveis e exaustos. Isso não é uma manifestação de não entender a verdade? Quando não entendem a verdade, as pessoas são sempre restringidas pelo status. Como poderiam não sofrer em decorrência disso?” (Extraído de “O que alguém devia possuir, como mínimo, para ter uma humanidade normal”).

Depois de ler as palavras de Deus, entendi o motivo pelo qual o conflito de geração surgiu entre pais e filhos. É porque nós, pais, sempre estamos na posição dos provedores para criar nossos filhos, e pensamos que nos esforçamos muito para isso, então eles devem ser controlados e nos ouvir em todas as coisas. Quando eles não nos obedecem, perdemos a paciência e não consideramos seus sentimentos. Na verdade, as crianças têm seus próprios pensamentos quando se deparam com algo, mas porque temos diferentes opiniões e não somos capazes de nos posicionarmos igualmente para nos comunicar com nossos filhos e falar de coração com eles, naturalmente uma barreira aparece entre nós. Pensando no que passou, eu não podia me comunicar bem com minha filha porque mantive uma posição autoritária e não pude me igualar a ela? Sempre achei que por ser mãe, ela deveria me obedecer. Se não o fizesse, eu era autoritária e a controlava pela força, o que a deixou constrangida e a fez sentir antipatia por mim, por isso ela preferia conversar com outras pessoas do que se comunicar comigo. Através das palavras de Deus, vi que o que eu fiz não era algo normal, e que, se continuasse assim, a relação entre nós se tornaria cada vez pior. Mas como eu poderia resolver tais conflitos? O que deveria fazer?

Continuei a ler as palavras de Deus: “Em tais casos, então, como a verdade deve ser praticada? (Renunciando a si mesmo.) O que significa renunciar? Com que tipo de ponto de vista e atitude você deveria tratar essa questão a fim de renunciar genuinamente? Como você implementa essa renúncia? Na verdade, é bem simples. Você deve ser uma pessoa comum, não restringida por status. Trate seus filhos e outros membros de sua família da mesma maneira com que você trataria irmãos e irmãs comuns. Embora você tenha uma responsabilidade e uma relação de carne com eles, mesmo assim, a posição e a perspectiva que você deveria ter são iguais às que você deveria ter com amigos ou irmãos e irmãs comuns. De forma alguma você deve assumir a posição de um pai, e não deve conter seus filhos, restringi-los ou tentar controlar tudo sobre eles. Você deve tratá-los como iguais. Você deve permitir que cometam erros, que digam coisas erradas, que façam coisas infantis e imaturas, e que façam coisas estúpidas. Não importa o que aconteça, você deve se sentar e conversar calmamente com eles e buscar a verdade. Dessa forma, você estará conversando com eles com a atitude correta, e o problema será resolvido. Do que você está abrindo mão aqui? Você está abrindo mão da posição e do status de um pai, dos ares de um pai e de toda a responsabilidade que você acredita que deveria assumir como um pai; em vez disso, basta que você faça o melhor que pode em termos de responsabilidade como um irmão ou irmã comum” (Extraído de “O que alguém devia possuir, como mínimo, para ter uma humanidade normal”).

Eu encontrei o de me comunicar com minha filha nas palavras de Deus, isto é, controlar-me, deixar o tom autoritário, dizer minha opinião e pedir seu conselho com um tom acolhedor, deixando-a escolher livremente. Esta é a única maneira de resolver nossos conflitos.

Nos dias seguintes, eu agi sabiamente de acordo com as palavras de Deus. Ao me deparar com problemas, eu colocava e lado meu status de mãe para me comunicar com ela. Depois que saíram as notas do vestibular, eu esperava que ela pudesse se candidatar a uma boa faculdade em uma cidade grande e escolher um curso que eu gostasse. Mas quando eu pensava nas palavras de Deus e também na infelicidade e dor entre nós, que eram causadas pela minha posição superior em relação a minha filha e pelas limitações impostas anteriormente, percebi que não podia mais fazer isso e que deveria agir com base nas palavras de Deus. Então, eu abandonei minhas próprias preferências para conversar com minha filha e aprendi a respeitar suas escolhas. Quando me controlei e ouvia suas palavras, ela me contou todos os seus pensamentos, razões, ponto de vista e o motivo pelo qual ela escolheu essa faculdade. Quanto mais eu a ouvia, mais razoáveis eram suas palavras, e por isso não a forcei a fazer o que eu queria. Vendo que minha filha falava comigo, agradeci a Deus em meu coração e senti o prazer e a satisfação de agir de acordo com a verdade.

Depois de um tempo, vivendo as palavras de Deus, passei a me relacionar melhor com minha filha. Às vezes, ela chega animada e fala comigo de coração, como amigas, e eu aceito suas palavras pouco a pouco, em vez de forçá-la a me escutar. Outras vezes, quando ela diz ou faz algo errado, eu não sou autoritária nem dou uma bronca, ao invés disso, eu lido com essas coisas e me comunico com ela de um jeito calmo, e, assim, pouco a pouco nos tornamos amigas. Às vezes, ela vai dormir comigo no meu quarto e abre seu coração para mim. Não somos apenas uma mãe e uma filha, mas também nos tornamos amigas íntimas. Este é o resultado das palavras de Deus em mim.

Só agora entendo bem que não é difícil se comunicar com as crianças. Enquanto pudermos agir de acordo com as palavras de Deus, deixando de lado o nosso status e orgulho e aprendendo a conviver com nossos filhos em pé de igualdade, naturalmente viveremos em harmonia. Este é o da comunicação com as crianças.

Por Juangu

Tradução: Gisele Benevente

Contate-nos

Esperas ansiosamente pela aparição do Senhor? Como o Senhor aparecerá? Como devemos acolher a Sua aparição? Convidamos-lhe sinceramente a juntar-se a nós na nossa reunião online para conversar sobre esse tópico connosco.